O que é o roubo de identidade? Os 5 exemplos mais terríveis

Par Tibor Moes / Mise à jour: janeiro 2024

O que é o roubo de identidade? Os exemplos mais terríveis

O roubo de identidade, um problema generalizado e potencialmente devastador, afeta milhões de pessoas em todo o mundo, levando a perdas financeiras e violações de privacidade pessoal.

Neste artigo, exploramos cinco dos mais notórios ataques de roubo de identidade da história, fornecendo insights detalhados e lições aprendidas com cada incidente.

Significado de roubo de identidade: O roubo de identidade é o uso da identidade de outra pessoa para ganho pessoal. Os hackers podem usar malware, e-mails de phishing e violações de dados para roubar seus detalhes financeiros e de identificação, a fim de solicitar serviços e empréstimos em seu nome.

  • Incidente da ChoicePoint (2004): Uma violação de segurança de dados na ChoicePoint comprometeu as informações pessoais de cerca de 163.000 pessoas. A ChoicePoint pagou US$ 15 milhões em multas e reparação ao consumidor por violar os direitos de privacidade.
  • Caso Albert Gonzalez (2005-2007): Gonzalez e sua equipe roubaram mais de 90 milhões de números de cartões de crédito e débito, incluindo 45,6 milhões da TJX Companies. O impacto financeiro, principalmente na TJX, foi estimado em cerca de US$ 200 milhões.
  • Anthem Inc. Breach (2015): Essa violação expôs potencialmente as informações pessoais de 78,8 milhões de pessoas. A Anthem resolveu as violações da HIPAA por US$ 16 milhões, o que representa uma repercussão financeira significativa.
  • Violação da Equifax (2017): Cerca de 147 milhões de pessoas tiveram seus dados pessoais expostos na violação da Equifax. Esse incidente destacou a vulnerabilidade das informações financeiras em grande escala.
  • Violação da Marriott International (2018): A crise de segurança cibernética da Marriott sugeriu inicialmente que 500 milhões de hóspedes foram afetados, posteriormente revisada para 383 milhões de registros. Essa violação ressaltou a importância da segurança de dados no setor de hospitalidade.

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Exemplos de roubo de identidade

1. O incidente da ChoicePoint (2004): Uma violação maciça de dados pessoais

Em 2004, ocorreu uma violação significativa na ChoicePoint, uma empresa especializada no gerenciamento de informações pessoais. Esse incidente não foi apenas uma pequena falha na segurança dos dados; foi um acidente colossal que comprometeu os dados pessoais de aproximadamente 163.000 pessoas. Imagine, por um momento, a gravidade dessa situação – informações pessoais de milhares de pessoas expostas a olhos não autorizados.

As consequências financeiras para a ChoicePoint foram graves. Em um esforço para retificar a situação e resolver as acusações da Federal Trade Commission (FTC) por violar os direitos de privacidade dos consumidores, a ChoicePoint teve que pagar incríveis US$ 10 milhões em penalidades civis, além de US$ 5 milhões adicionais para reparação dos consumidores.

Esse evento foi um duro lembrete das responsabilidades que acompanham o manuseio de dados confidenciais e das graves repercussões de não protegê-los.

2. Caso Albert Gonzalez (2005-2007): Uma onda de hacking de proporções épicas

Avançando para o período entre 2005 e 2007, encontramos o notório caso de Albert Gonzalez e sua equipe. Suas atividades criminosas cibernéticas foram extraordinárias em seu escopo e impacto.

A equipe, liderada por Gonzalez, foi responsável pelo roubo de mais de 90 milhões de números de cartões de crédito e débito de várias empresas. Para colocar isso em perspectiva, isso equivale a quase toda a população da Alemanha e da Áustria juntas, todas tendo seus dados de cartão roubados.

O golpe mais significativo foi sofrido pela TJX Companies, da qual foram roubados 45,6 milhões de números de cartões. As ramificações financeiras dessa violação foram imensas, e estima-se que somente a violação da TJX Companies tenha causado cerca de US$ 200 milhões em danos.

Esse caso é um exemplo claro dos enormes impactos financeiros e pessoais que podem resultar de um único ponto de falha na segurança dos dados.

3. Violação da Anthem Inc. Breach (2015): Uma catástrofe de dados de saúde

O ano de 2015 testemunhou uma das violações mais significativas no setor de saúde, quando a Anthem Inc., uma importante empresa de seguro de saúde, sofreu um ataque cibernético.

Essa violação não foi apenas um pequeno vazamento; ela potencialmente expôs as informações pessoais de cerca de 78,8 milhões de pessoas. Isso é o mesmo que revelar os dados privados de quase um quarto da população dos Estados Unidos.

A magnitude dessa violação se refletiu no acordo que a Anthem teve de fazer com o Office for Civil Rights (OCR) do U.S. Department of Health and Human Services (HHS).

Para resolver as violações das Regras de Privacidade e Segurança da Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde (HIPAA) relacionadas à violação, a Anthem concordou em pagar um valor recorde de US$ 16 milhões.

Esse incidente ressalta a importância vital de proteger os dados de saúde, um tipo de informação que é extremamente pessoal e sensível.

4. Violação da Equifax (2017): Um cataclismo nos relatórios de crédito

Avançando para 2017, nos deparamos com a infame violação da Equifax. A Equifax, uma das principais agências de relatórios de crédito, sofreu uma violação maciça que revelou os dados pessoais de aproximadamente 147 milhões de pessoas.

Para entender a escala disso, imagine que quase metade da população dos Estados Unidos tenha seus dados confidenciais, como números de previdência social, datas de nascimento e endereços, expostos a entidades desconhecidas.

Essa violação foi um lembrete surpreendente da vulnerabilidade das informações financeiras pessoais e das consequências catastróficas de não protegê-las.

O incidente da Equifax destacou a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger os dados confidenciais dos consumidores e os impactos de longo alcance que esses lapsos de segurança podem ter sobre os indivíduos e a economia.

5. Violação da Marriott International (2018): Um pesadelo no setor de hospitalidade

Em 2018, a gigante da hotelaria Marriott International enfrentou uma crise de segurança cibernética de enormes proporções. Inicialmente, a empresa divulgou que a violação poderia ter afetado até 500 milhões de hóspedes – um número impressionante o suficiente para causar uma onda de choque em todo o setor de hospitalidade global. Esse número, por si só, representava uma parte substancial da população mundial e chamou a atenção para a grande quantidade de dados que os hotéis acumulam.

Após uma investigação mais aprofundada, a Marriott revisou esse número para aproximadamente 383 milhões de registros. Embora esse número tenha sido menor do que a estimativa inicial, ele ainda representou uma violação colossal, afetando milhões de pessoas que confiaram suas informações pessoais à Marriott. A escala dessa violação não foi apenas uma preocupação para as pessoas diretamente afetadas, mas também serviu como um lembrete angustiante para todo o setor de hospitalidade sobre a necessidade crítica de medidas robustas de segurança de dados.

Esse incidente demonstrou as consequências de longo alcance dos lapsos de segurança cibernética em um setor que depende muito da confiança do consumidor. Ele destacou a imensa responsabilidade que as empresas têm em proteger as informações pessoais e confidenciais de seus clientes e o impacto potencialmente devastador quando essa confiança é violada.

Conclusão

Os casos da ChoicePoint, Albert Gonzalez, Anthem Inc., Equifax e Marriott International ilustram vividamente os imensos riscos e as consequências do roubo de identidade. Esses incidentes, que afetam milhões de pessoas e resultam em perdas financeiras significativas, ressaltam a importância vital de medidas robustas de proteção de dados. Eles servem como um forte lembrete de que a segurança das informações pessoais deve ser uma prioridade máxima para todas as organizações.

À luz desses exemplos, a importância de medidas individuais de segurança cibernética, especialmente o investimento em software antivírus confiável, não pode ser exagerada. Para os usuários do Windows 11, a escolha de soluções antivírus de marcas confiáveis como Norton, Avast, TotalAV, Bitdefender, McAfee, Panda ou Avira é uma etapa crucial na proteção de informações pessoais.

Essas soluções de software oferecem proteção essencial contra várias formas de ameaças cibernéticas, inclusive aquelas que levam ao roubo de identidade. Ao investir em tais medidas de segurança, os indivíduos podem reduzir significativamente sua vulnerabilidade a ataques cibernéticos e garantir que suas informações pessoais e financeiras permaneçam seguras.

Fontes

  1. CSoonline.com
  2. Wired.com
  3. HHS.gov
  4. Fortune.com
  5. Recursos.infosecinstitute.com

 

Autor: Tibor Moes

Autor: Tibor Moes

Fundador e editor-chefe do SoftwareLab

Tibor testou 39 programas antivírus e 30 serviços de VPN, e possui um certificado de pós-graduação em segurança cibernética da Universidade de Stanford.

Ele usa o Norton para proteger seus dispositivos, o CyberGhost para sua privacidade e o Dashlane para suas senhas.

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